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Quais os benefícios de ter um cérebro bilíngue
Já se sabe que falar diferentes línguas tem uma série de benefícios para o cérebro: melhora o funcionamento cerebral, a habilidade social e ajuda a resistir a doenças como o Alzheimer.

Mas como o bilinguismo afeta o cérebro e quais regiões são afetadas em cada caso?

Aprender línguas na infância (2 anos ou menos), quando as áreas do cérebro associadas com a linguagem ainda não estão totalmente desenvolvidas, é diferente de quem aprende na juventude, que tem um grau de desenvolvimento intermediário, aos que aprendem já adultos, quando o novo idioma será subordinado ao nativo.

O aprendizado afeta de forma diferente os hemisférios do cérebro. O lado esquerdo é mais analítico, lógico e racional; e o direito é mais emocional, social e criativo. Durante a transição de criança para adulto, o lado esquerdo tende a ficar mais ativo.

Como a linguagem é uma tarefa que abrange ambas atividades (criativas porque constrói frases, mas também com regras porque se aplica a gramática), em uma criança, onde nenhum dos lados foi totalmente desenvolvido, o lado direito tem um papel mais relevante e, como resultado, essa pessoa pode gerir melhor o seu lado emocional e o lado racional.

Inversamente, quando o bilingüismo atinge a idade adulta, com o hemisfério esquerdo já predominante, vários estudos mostram que essas pessoas tomam menos riscos, tem uma abordagem mais racional e soluções lógicas quando estão usando a língua não-nativa.

Falar duas línguas pode não fazer de você mais inteligente, mas faz o seu cérebro ser mais saudável e capaz de administrar melhor a razão e a emoção, abrindo portas para novas ideias, culturas, amizades e, claro, oportunidades de trabalho.